CARRILHÕES - Anderson Braga Horta

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Soa a Ave-Maria. No planger dos sinos,
que de ingenuidade, quantas ilusões!
Vozes graves, tristes… vozes de meninos…
Ah! na voz dos sinos clamam corações.

Nessa pauta doce a trama dos destinos
se refaz cantando, em puras emoções…
Carrilhões de bronze! sinos pequeninos!
dai-me a partitura de outras ilusões!

Três repiques leves… dobres longos… onze…
quinze notas claras… prantos roucos? cantos?
Ah! sonoros, áureos carrilhões de bronze

a pulsar nas brancas torres pequeninas,
que transfigurais-me sob um véu de prantos
a memória antiga de ilusões meninas!…


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