
Numa noite sem muitas esperanças...
Cansei de mim, me despedi do amor...
Eclipsado nos confins da dor...
Longe das minhas atitudes mansas...
Sem o sorriso puro das crianças...
Apareceu um ser assustador...
Os olhos eram fogo de rancor...
Lançando chamas tristes de lembranças...
E disse a mim: sou o ódio que sentiste...
Vim tornar sua vida menos triste...
E eu disse não, eu não te sinto à toa...
Se eu te disser que te senti eu minto...
Quando te sinto não sou eu que sinto...
Pois te sentindo sou outra pessoa!!!
Santa Cruz do Capibaribe,
10 de setembro de 2001.
Em uma aula da professora Socorro
a mesma pediu aos alunos que fizessem um verso
falando sobre Tabira, e o poeta Thiago Monteiro
fez a seguinte estrofe:
É Tabira cidade abençoada,
terra santa humilde, hospitaleira,
tem de tudo aqui e lá na feira
a pessoa que passa faz parada
compra pote, tonel, foice e enchada,
vê poeta cantando num batente
um duelo bonito de repente
que dois homens decantam lado a lado
versos grandes porem improvisados
sem se quer ter gravado em sua mente.
Thiago Monteiro
( filho de Gonga Monteiro )
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Rafael Cordeiro
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08:56
Sou sua fã Dedé Monteiro!!!!!!!!!
Atrevida
Esta é para você
Dedé Monteiro
Vou dizer
De Tabira tens louvor
Para teu povo reconhecer
O talento e dom divino que Deus te deu por prazer
Inspiração não te falta
Coragem tem de montão
Viver com tanta graça e ter de Deus a proteção
Para até o fim da lida não te faltar a comida chamada de inspiração
Te conhecer foi uma honra
Foi tamanho o meu prazer
De longe faço a fronha e o travesseiro tremer
Pois minha alma poeta nunca pensei conhecer
Me rendo nesta homenagem
Com atrevimento e formosura
Por amar a poesia de sertanejos sem censura
Tenho minhas preferências na Arte e na Cultura
Sertão de povo valente
De mestres mais que excelentes
Historias de vidas descentes
De lutas e grandes conquistas
Nesta terra de Artistas
Tem grandes poetas no Sertão,
E dois nomes eu vou citar;
Conheci Dedé Monteiro de Tabira Pajeuzeiro
Um homem que o dinheiro sua simplicidade não vai comprar;
Maria Helena, também.
Grande dama de valor
Filha do Pajeú
Que no seu berço plantou
O canto e a poesia
Sem se fazer ironia dos seus antepassados herdou
Em São José do Egito sua poesia encantou
Sou fã desses dois poetas e minha nota esta impressa nas paginas da alegria
Dou 1.000 por garantia
Ao poeta por maestria e a poetisa por sinfonia
O meu canto é de respeito
De gratidão eu uso o feito
O perdão é um direito se caso for desrespeito
Ter falado desse jeito
Com um poeta Sertanejo
E uma poetisa nascida do canto da poesia
Para meus mestres do sertão.
Um beijo no coração
De Cida Zouzo Silvestre
A minha nobre gratidão
Autora: Cida Zouzo Silvestre
em 22/08/2011
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Rafael Cordeiro
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06:32
No lugar que caxete é comprimido
Tem coisa de se dizer benzó-Deus!
Da sabença de tantos Zebedeus
Ao rinchar dum jumento intumescido
Cangapé dum moleque mal-ouvido
Ou história dos que não têm história
Um Jesus bem cristoso e chei de glória
Protegendo nações de deserdados
Sanfoneiros com seus tarrabufados
Cantadores com suas trajetórias.
Sá-Zefinha ser mãe de tantos filhos
Bem dizer sendo uma zefinharia
Boiadeiro aboiando em sintonia
Com o blém-blém do chocalho que chocalha
Juremas com escoliose nas galhas
Respirando num solo ressequido
Um café bem torrado e bem fervido
Que agrada monarcas e plebeus
São coisas que se diga benzó-Deus!
No lugar que caxete é comprimido.
Benzó-Deus pra horta Chica Roxa
Verdezinha, pinicada de azulão
Pra bravura da mula em bestidão
Trabalhando sem nunca se enfarar
Benzó-Deus pra coalhada do luar
Despejando um manjar resplandecido
Pro matuto feliz e divertido
A despeito de ser tão maltratado
Cavucando uma roça no roçado
Esperando um inverno prometido.
Benzó-Deus quando o cochicho do vento
Despenteia e penteia o capinzal
Quando a loja serena de um varal
Se alvoroça e sacode a estamparia
Benzó-Deus pro carro-de-boi que chia
Imprimindo seu nome em chão-batido
Pro silêncio mais alto que o ruído
Feito um tempo amuado e mal-com-Deus
Benzó-Deus pro marrom dos olhos teus
Faiscando um olhar enternecido.
Postado por
Rafael Cordeiro
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13:34
Declamam a Poesia:
" O BEIJO QUE ELA ME DEU"
de autoria de DEDÉ MONTEIRO.