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Glosando na Estrada - Mote de Eniel Alves

Postado por | Postado em , | às 10:54


Dia 06 passado, a caminho de Tuparetama para participarmos da
12ª edição do Balaio Cultural, o poeta tabirense
Eniel Alves apresentou este mote e eu fiz estes versos:

Quando o vaqueiro mudou-se
Para a casa do Senhor,
A hora do sol se por
Ficou feia, acinzentou-se.
O nó da corda afrouxou-se,
Ficou manso o marroeiro
E o cachorro companheiro
Junto da cova morreu
E o cavalo entristeceu
Com saudade do vaqueiro.

O rei da dor no seu trono
Não respeita bicho bruto,
Faz cavalo vestir luto
Com saudade do seu dono.
Vaqueiro, pobre colono,
Não deixa nada ao herdeiro,
Que seu cavalo primeiro
Lhe serviu, mas não foi seu
E o cavalo entristeceu
Com saudade do vaqueiro.

Alexandre Morais


Ódio - Soneto Clécio Dias

Postado por | Postado em , | às 06:18

https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgeZf4AMBK0zNhYss8SIiyIBOLOTHSbAMK_oH8yZB2iw_WTsKpeuKo7daMLMTIJBupZUJsiXaMJ-Exl3AK9hdqj3Y5Zymrg6BJ8DuGqf3WE6VKm2K98KPyirLd6o7al-oV4jnrQZnpLces/s1600/odio.jpg

Numa noite sem muitas esperanças...
Cansei de mim, me despedi do amor...
Eclipsado nos confins da dor...
Longe das minhas atitudes mansas...

Sem o sorriso puro das crianças...
Apareceu um ser assustador...
Os olhos eram fogo de rancor...
Lançando chamas tristes de lembranças...

E disse a mim: sou o ódio que sentiste...
Vim tornar sua vida menos triste...
E eu disse não, eu não te sinto à toa...

Se eu te disser que te senti eu minto...
Quando te sinto não sou eu que sinto...
Pois te sentindo sou outra pessoa!!!

Santa Cruz do Capibaribe,
10 de setembro de 2001.

As Quatro...

Postado por | Postado em , | às 06:13

O verso "As Quatro Velas" do poeta Dedé Monteiro
inspirou os poetas... Veja:


https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhyBDT4Vleig-32Qd7rK0GMryLqLh6juStN2wi52eJ1KCtM3tbnRd3Qmf2l2WhJrEH9SUils1_wZe00CgDXjywDtFiTQZiBELH8jiqrtICdIZVoILaFD7N5MPDn9NVP0ezHGf2MeVXw3f04/s320/Poeta_FelipeJr.jpg

"As Quatro Putas"
Felipe Júnior

Quatro putas falavam em um bar
Sobre a vida que era muito dura...
A primeira, cheinha de frescura,
Diz assim: “Eu vou me aposentar!

A segunda, morrendo de chorar,
Diz pra outra: “Ninguém mais me segura,
Tô com um metro e cinquenta de altura
E a balança acabou de se quebrar.

A terceira, já com sessenta anos,
Disse as outras: “Restaram desenganos,
Ninguém mais quer três velhas prostitutas...

Veio a quarta, a que era cafetona,
E, lembrando dos tempos bons de zona,
Deu coragem de novo às outras putas.


http://www.onordeste.com/administrador/blogs/fotonoticias/a64dc1ffe9fa5ce1455b3e8d7fca8f22429.jpg

"Os Quatro Cornos"
Ismael Gaião

Quatro cornos sentados numa praça
Lamentavam por ter desilusões.
O primeiro lembrando as traições:
- Eu me vingo das pontas na cachaça.

O segundo chorava da desgraça
E dizia: não perco as ilusões.
Se a mulher preferiu ter Ricardões
Isso é fase, mas sei que logo passa.

O terceiro chifrudo, o mais matreiro:
O que importa é a mulher trazer dinheiro
Pra o que falam de mim, nunca liguei.

Já o quarto cornão, foi taxativo:
- Quando a minha me trai sou vingativo.
Eu arranjo outro bofe e vou ser gay.


http://www.nilljunior.com.br/ckfinder/userfiles/images/dede8.jpg

"Os Quatro Bêbados"
Gonga Monteiro

Quatro bêbados bebiam numa mesa,
E falavam da vida e tudo em fim.
O primeiro dizia: “Eu bebo assim,
Pra poder afogar minha tristeza”…

O segundo, engolindo uma de gim,
Diz: “a cana é quem faz minha defesa…
Se não fosse a bebida, essa beleza,
Minha vida seria muito ruim!

O terceiro, morrendo de ressaca,
Diz: eu sinto a matéria muito fraca,
Vou parar de beber essa semana!

Grita o outro: “não faça essa desgraça,
Mande abrir mais um litro de cachaça
Que é pra gente morrer bebendo cana!


Eu e minha viola.

"Os Quatro Poetas"
Carlos Aires

O primeiro poeta com as velas
Deu um show de poesia com certeza
O segundo num bar ouve na mesa
Depois narra dos bêbados as sequelas

Outro escuta das putas as mazelas
Comentar sobre os ossos do oficio
E escutando dos cornos o suplício
Chega outro e relata tais procelas

Como é dura a vida dos poetas
No afã de cumprirem suas metas
Desmanchando-se em versos, quem diria

Juntam: bêbados, cornos, velas, putas
Em estrofes bem simples, mas astutas
Transformaram isso tudo em poesia




Pai Amado - Thiago Monteiro

Postado por | Postado em , | às 05:56

http://silviarita.files.wordpress.com/2010/08/pai1.jpg
Pai amado, guerreiro meu amigo
Que está ao meu lado a todo instante
E tem sido pra mim, muito importante
Com certeza estarei sempre contigo
Quando erro, me dá um bom castigo
Pois eu sei que só pensa no meu bem
E por isso eu não nego pra ninguém
Que tu és para mim mais que um parceiro
Teu amor, eu não troco por dinheiro
É o orgulho maior que um filho tem.

Thiago Monteiro
( Filho do Poeta Gonga Monteiro )

Tabira cidade abençoada - Thiago Monteiro

Postado por | Postado em , | às 10:35

Em uma aula da professora Socorro
a mesma pediu aos alunos que fizessem um verso
falando sobre Tabira, e o poeta Thiago Monteiro
fez a seguinte estrofe:

É Tabira cidade abençoada,
terra santa humilde, hospitaleira,
tem de tudo aqui e lá na feira
a pessoa que passa faz parada
compra pote, tonel, foice e enchada,
vê poeta cantando num batente
um duelo bonito de repente
que dois homens decantam lado a lado
versos grandes porem improvisados
sem se quer ter gravado em sua mente.

Thiago Monteiro
( filho de Gonga Monteiro )


Ser Filho de Gonga... - Thiago Monteiro

Postado por | Postado em , | às 10:22



Ser filho de Gonga é bom

Mas também não é perfeito.
Pois eu não tenho direito
De mostrar esse meu dom
Em alta voz e bom tom
Welton falou pra mim
Thiago danado ruim
Cumprido das pernas longa
Teus versos só sai assim
Depois que passa por Gonga.

Poeta Thiago Monteiro
( filho de Gonga Monteiro)



Poesia/homenagem da poetisa Cida Zouzo

Postado por | Postado em | às 08:56

Sou sua fã Dedé Monteiro!!!!!!!!!

Atrevida

Esta é para você
Dedé Monteiro
Vou dizer

De Tabira tens louvor
Para teu povo reconhecer
O talento e dom divino que Deus te deu por prazer

Inspiração não te falta
Coragem tem de montão
Viver com tanta graça e ter de Deus a proteção
Para até o fim da lida não te faltar a comida chamada de inspiração

Te conhecer foi uma honra
Foi tamanho o meu prazer
De longe faço a fronha e o travesseiro tremer
Pois minha alma poeta nunca pensei conhecer

Me rendo nesta homenagem
Com atrevimento e formosura
Por amar a poesia de sertanejos sem censura

Tenho minhas preferências na Arte e na Cultura
Sertão de povo valente
De mestres mais que excelentes
Historias de vidas descentes
De lutas e grandes conquistas
Nesta terra de Artistas

Tem grandes poetas no Sertão,
E dois nomes eu vou citar;
Conheci Dedé Monteiro de Tabira Pajeuzeiro
Um homem que o dinheiro sua simplicidade não vai comprar;

Maria Helena, também.
Grande dama de valor
Filha do Pajeú
Que no seu berço plantou
O canto e a poesia
Sem se fazer ironia dos seus antepassados herdou
Em São José do Egito sua poesia encantou

Sou fã desses dois poetas e minha nota esta impressa nas paginas da alegria
Dou 1.000 por garantia
Ao poeta por maestria e a poetisa por sinfonia

O meu canto é de respeito
De gratidão eu uso o feito
O perdão é um direito se caso for desrespeito
Ter falado desse jeito
Com um poeta Sertanejo
E uma poetisa nascida do canto da poesia

Para meus mestres do sertão.
Um beijo no coração
De Cida Zouzo Silvestre
A minha nobre gratidão

Autora: Cida Zouzo Silvestre
em 22/08/2011


MINHA LOUCURA - Poeta Hélio Leite

Postado por | Postado em | às 08:22

https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjFWRq40zRQOWvNPAQPnb2z08oCQ6o5MrwcXTnLqRR-vmGidcEJzdMYIy2Gs-t0qklFWdfECzlf-vyxi19qadjRwUbIXfBlNO_goZDiQpcJN4UvJzdUa8HPyNit-cZSbin77EbnP3kOSJM/s220/Eu.JPG

Eu seria tão feliz
Tendo você ao meu lado,
Porém, vivo infortunado
Porque você não me quis.
Meu coração se maldiz
Por viver sempre cativo.
Há muito tempo que vivo
Tão sozinho a padecer
Se eu tiver que enlouquecer
Que você seja o motivo.

Minha vida é tão sem graça,
Em nada vejo alegria;
Só tenho por companhia
A solidão que me abraça.
Quanto mais o tempo passa
Me sinto diminutivo.
Não encontro um lenitivo
Para alegrar meu viver
Se eu tiver que enlouquecer
Que você seja o motivo.

Hélio Leite

De Cumpade pra Cumpade - Jessier Quirino

Postado por | Postado em | às 06:32

No lugar que caxete é comprimido
Tem coisa de se dizer benzó-Deus!
Da sabença de tantos Zebedeus
Ao rinchar dum jumento intumescido
Cangapé dum moleque mal-ouvido
Ou história dos que não têm história
Um Jesus bem cristoso e chei de glória
Protegendo nações de deserdados
Sanfoneiros com seus tarrabufados
Cantadores com suas trajetórias.

Sá-Zefinha ser mãe de tantos filhos
Bem dizer sendo uma zefinharia
Boiadeiro aboiando em sintonia
Com o blém-blém do chocalho que chocalha

Juremas com escoliose nas galhas
Respirando num solo ressequido
Um café bem torrado e bem fervido
Que agrada monarcas e plebeus
São coisas que se diga benzó-Deus!
No lugar que caxete é comprimido.

Benzó-Deus pra horta Chica Roxa
Verdezinha, pinicada de azulão
Pra bravura da mula em bestidão
Trabalhando sem nunca se enfarar

Benzó-Deus pra coalhada do luar
Despejando um manjar resplandecido
Pro matuto feliz e divertido
A despeito de ser tão maltratado
Cavucando uma roça no roçado
Esperando um inverno prometido.

Benzó-Deus quando o cochicho do vento
Despenteia e penteia o capinzal
Quando a loja serena de um varal
Se alvoroça e sacode a estamparia
Benzó-Deus pro carro-de-boi que chia
Imprimindo seu nome em chão-batido
Pro silêncio mais alto que o ruído

Feito um tempo amuado e mal-com-Deus
Benzó-Deus pro marrom dos olhos teus
Faiscando um olhar enternecido.

Poeta Dedé Monteiro e Poeta Chico Pedrosa

Postado por | Postado em | às 13:34



Declamam a Poesia:
" O BEIJO QUE ELA ME DEU"
de autoria de DEDÉ MONTEIRO.