PROCON-PE ALERTA SOBRE EMPRESA TELEXFREE

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O PROCON Pernambuco vem recebendo desde o início do ano, consumidores buscando informações a respeito da legitimidade da empresa Telexfree.

A Telexfree é uma empresa de ligações em VOIP, que promete remunerar quem aceita trabalhar na rede. Os adeptos precisam publicar diariamente alguns anúncios da empresa em sites da internet. No entanto, para entrar no negócio, o cidadão precisa fazer um investimento que varia de US$ 299,00 a US$ 1.375,00. Os ganhos prometidos pela Telexfree aos participantes variam de US$ 20 a US$ 100 por semana.

O PROCON-PE se preocupa em esclarecer a população sobre o grande risco existente (quando um cidadão aceita participar dessa rede), pois trata-se de um negócio baseado na“pirâmide de ponzi”, onde o lucro é condicionado ao envolvimento de novos investidores.

O PROCON-PE esclarece que caso o cidadão que entrou no negócio seja lesado, a denúncia deverá ser feita ao Ministério Público ou a Polícia Federal.

Conheça a pirâmide de Ponzi - A pirâmide tem o nome por conta do imigrante italiano Charles Ponzi, que conseguiu fazer fortuna rapidamente nos Estados Unidos utilizando esse método. Esse sistema financeiro é insustentável e funciona a base de novos investidores. Os primeiros envolvidos investem e conseguem lucrar recrutando outros participantes, porém, quanto maior o alcance da pirâmide, menos sustentável ela fica, pois ela depende dos investimentos posteriores. Sem novos investimentos, a grande parcela dos envolvidos fica no prejuízo.

Veja mais informações sobre a Telexfree: http://acertodecontas.blog.br/economia/telexfree-seja-o-pato-ou-apivestruz-do-momento/


Por Nill Júnior

E-mail em Versos

Postado por | Postado em | às 05:48




No dia 10 de setembro deste ano eu estive em Tabira, terra do poeta Dedé Monteiro e de muitos outros. Foi um dia de muita alegria e poesia, participei do programa de rádio do amigo e poeta Genildo Santana e também visitei a escola de poesia onde, naquele dia, se iniciava mais uma turma de novos poetas.
Junto com Dedé Monteiro, Adeval Soares, Dudu Morais, Genildo Santana, Miguel Leonardo entre outros declamei dois poemas para aquela turma. E ontem, 06/10, fiquei muito feliz ao receber estes versos, por e-mail, do poeta Adeval Soares:

Caro Poeta Hélio Leite.
Estou muito agradecido
Por tê-lo como poeta
E por tê-lo conhecido.

Seu espírito encantador
Repleto de poesia
Transmite simplicidade
Humildade e alegria.

O seu jeito acolhedor
Que a toda pessoa inspira
Semeou mais poesia
No coração de Tabira.

Quando retornar à terra
Mais poética do Sertão.
Venha a Tabira, que a gente
O recebe novamente
Co`a mesma satisfação.

Um grande abraço.
Adeval Soares



Triste Sina - Thiago Monteiro

Postado por | Postado em | às 04:36

https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEioQRgew3QF3BH-8te5mCpa3J2aXJhvSs1jIMNUg6tQlj6NkQ7z51vrPAQxg8de84LcGyZd9IPKrh5agNTOZNp8EQW1Ekq9aN1LLx3P2GfmnyL4aJzbxfonyngrsDKejDi7rhWZ-A5zhEA/s320/VELHO+SERTANEJO+EM+SUPLICA.jpg

Triste sina de um pai que sofre e chora
Por estar em um beco mendigando
E o seu filho do lado observando
Esta cena tristonha a toda hora
Por melhoras a Deus, o velho implora
Pra que tire essa dor que lhe consome
O que ganha é tão pouco, que só come
Se primeiro souber que a sua cria
Não está de barriga mais vazia
Pra nenhum deles dois morrer de fome.


Thiago Monteiro
(12-06-2012)


A Casa que Gonga fez - Paulo Monteiro

Postado por | Postado em | às 06:41






Anjo do Sertão

Postado por | Postado em | às 12:29




Tens a face de um ser celestial
Desenhada das mãos do pai celeste
Pra enfeitar este mundo, tu vieste
bem na forma de um ser angelical

Tens o cheiro do orvalho matinal
Quando junta com as gotas do sereno
Desenhada num molde lindo e pleno
Parecendo um enfeite de natal

Doce anjo que enrosca o meu pensar
Tão sensível que chego a imaginar
Pois amar-te de mais, também condiz

Mas não sei se mereço isso que vejo
Ou talvez permaneça neste ensejo
De amar-te e fazer-te então feliz.

-Henrique Brandão-
Serra Talhada

Um Belo Mote e Uma Grande Estrofe

Postado por | Postado em | às 12:27

Certa vez José Javas pediu para Jeverson glosar este mote:

Me fere mais que navalha afiada
A saudade presente no meu peito

ele disse:

Ela foi, São Paulo sendo destino
Me deixando chorando de saudade
Eu não sei se isso é uma maldade
Maltratar o coração d'um menino
Do rumo da vida perdi o pino
Esquecer, eu tentei mas não tem jeito
Já não sei se isso em mim é um defeito
Chamar essa mulher de minha amada
Me fere mais que navalha afiada
A saudade presente no meu peito

(Jeverson Madureira 25/12/2011)

São José do Belmonte

Postado por | Postado em | às 07:12


Arte de Magno Machado
https://www.facebook.com/profile.php?id=100002284009126


Glosas de Cícero Moraes, Mote do 4º Desafio Nordestino de Cantadores.

Eu venho lá do sertão
Da terra da cavalgada
E d´uma pedra encantada
Que é seu lindo cartão
Onde Dom Sebastião
Ergueria um reino seu
Mas isso não ocorreu
Só história que ficou
Sou eu quem sabe o que sou,
Quem sabe o que sou, sou eu!


Em São José do Belmonte
Minha querida cidade,
Eu sinto muita saudade
De beber água na fonte,
Por lá sempre tem quem conte
Tudo o quanto aconteceu
Casou, separou, morreu,
Vendeu, fugiu, embuchou,
Sou eu quem sabe o que sou,
Quem sabe o que sou, sou eu!

E na arte da poesia
Eu sempre fui apegado
Sempre me sinto honrado
Quando vou à cantoria
No mundo ninguém faria
Mudar esse jeito meu
Que só se fortaleceu
Com o tempo que passou
Sou eu quem sabe o que sou,
Quem sabe o que sou, sou eu!

Fonte: Blog do Poeta Belmontense



SONETO DA SAUDADE - Pepita Lins

Postado por | Postado em , | às 05:48

https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEg5TtrpvggdOm8PV-4SYxzBzQvODggF-8lReelBovnt_XM8KCqLlxC5Q8UQjsPyYcpmhWRxKvNJ8FL5bhBDVCSGc8qJoeCP5hLclxMIW4EZKjMqQ35iUMvJk5ejhzTsA4-2NZbCPSzfiKY/s400/Pepita+Lins.jpg

No meu peito a saudade ainda mora,
Dilacera e arrebenta o coração
Pois quem amo bateu azas foi embora,
Me deixou essa amarga solidão.

E agora vivo eu sem ter destino,
Sem certeza do que quero e do que faço,
Só o desejo de te ter no meu caminho
E a vontade de cair no teu abraço.

Se eu soubesse que a saudade assim doía
E que de ti tão distante eu ficaria,
Não teria te dado a minha paz.

E agora coração tá em perigo,
Machucado, confuso tão doído,
Tá sofrido por tão só te amar demais.

*****

IMPROVISO

Não sei mais me esquecer de te lembrar
E te vendo assim eu enlouqueço
E o meu peito cansado de chorar
Lembra ainda que de ti eu não me esqueço.

Pepita Lins


Maria Dapaz na Jovem Pan AM 620

Postado por | Postado em | às 03:52


Maria Dapaz dá entrevista na Jovem Pan AM 620 nesta terça, às 23h55

Por telefone, ao vivo dos estúdios de São Paulo terça-feira, dia 15/05 às 23h55 no programa apresentado por José Luiz Menegatti, para falar do lançamento do CD Vida de Viajante em homenagem ao Centenário Luiz Gonzaga, pela gravadora Atração.

www.mariadapaz.com
ou
www.jovempan.uol.com.br


Eventos - Irah e Marciel Melo

Postado por | Postado em | às 11:42

http://4.bp.blogspot.com/-5onG_3_7saQ/T7B32uRRG8I/AAAAAAAABEo/PgHcfWLvvyw/s400/Irah0Maciel1.jpg

Não percaaaaaam!

Glosando na Estrada - Mote de Eniel Alves

Postado por | Postado em , | às 10:54


Dia 06 passado, a caminho de Tuparetama para participarmos da
12ª edição do Balaio Cultural, o poeta tabirense
Eniel Alves apresentou este mote e eu fiz estes versos:

Quando o vaqueiro mudou-se
Para a casa do Senhor,
A hora do sol se por
Ficou feia, acinzentou-se.
O nó da corda afrouxou-se,
Ficou manso o marroeiro
E o cachorro companheiro
Junto da cova morreu
E o cavalo entristeceu
Com saudade do vaqueiro.

O rei da dor no seu trono
Não respeita bicho bruto,
Faz cavalo vestir luto
Com saudade do seu dono.
Vaqueiro, pobre colono,
Não deixa nada ao herdeiro,
Que seu cavalo primeiro
Lhe serviu, mas não foi seu
E o cavalo entristeceu
Com saudade do vaqueiro.

Alexandre Morais


Estante Cultural

Postado por | Postado em | às 10:52


Agora você encontra os melhores produtos da cultura nordestina em um só lugar!
A primeira bodega online chega pra você com um gosto popular,
com as raízes da poesia pura e do cordel, com a beleza nordestina dos seus artistas.

Entre, a bodega é sua!

Fonte: Blog Cultura Coisa e Tal


TÃO DISTANTE PÁTRIA MINHA - Alexandre Crof

Postado por | Postado em | às 10:49


Vídeo feito para o poema Tão distante Pátria Minha, de minha autoria.

Tenho fome da tua pele virgem
Dos teus segredos quase intocados
Dos ares esquecidos e quentes e gelados
Tenho sede do teu verde
Do teu mar e água marrom

Imagino, tão longe
O canto livre dos teus pássaros livres
Sinto, tão longe
Um raio de sol por entre as sombras das folhas

Flora brasileira
Em gesto de afeto
Abraço a madeira do teu corpo
E com sossego, vem a mim o tempo
Todos os teus séculos já vividos
E todos vindouros até depois de minha morte

Ó pátria
Como o pé difere dos olhos
Como pasmo com o sul e o norte

Vivo embaixo do teu teto, mãe
E, mesmo assim, permaneço tão distante
Verdade esta de outros filhos teus

Mas eu, teu filho, não perco a mania de sonhar
E quem sabe uma dia, cantemos todos para que o Sol da Liberdade
não seja exclusivo aos anos que se repetem a cada quatro
Quando chuteiras são amarradas
E milhões transpiram diante da TV.

Eu, filho teu, que em testemunho
Escrevo estes versos
Pelo amor que emano
Pela admiração de cada gota
Do suor e da chuva
Dos dias de quem luta
Pelo orgulho de ser brasileiro

Alexandre Crof

Os Saltimbancos

Postado por | Postado em | às 10:45


Os Saltimbancos conta a história de quatro animais revoltados com
as obrigações impostas pelos seus patrões.
Um jumento que não aguenta mais carregar peso nas costas e ser chamado de burro;
cachorro cansado de ser cão-de-guarda; uma galinha que não bota mais ovo e uma gata de madame desejando liberdade para poder cantar.
Uma história para toda família.


Data: 19 de Maio de 2012
Local: Clube Lítero Social Tabirense(ao lado da rodoviária)
Tabira- PE
Contatos (87) 9927.2250 / 9936.0982
Email:neidenascimentope@hotmail.com

Clisertão

Postado por | Postado em | às 10:43




Queria ser poeta...

Postado por | Postado em | às 06:42

https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEi76jZ4KLBHh08fibuMqYclOaFrBmQvixI0tW8YJZ9XaT3v4IykH-dFWdupr7lIWKSnL6w_t2Ro6ZBD8XIORUmq6TUnYhM00Gnmxyjr7a-Apk5Q2Gtir6d3V4fYxRv7ohB70zFwIzMS-KUo/s1600/20-10+dia+do+poeta.jpg

Se eu fosse poeta, seria feliz
Não teria vergonha de mostrar meu pranto
E saberia transformar em canto
As palavras-dores que meu peito diz.

Se eu fosse poeta, seria aprendiz
E quando aprendesse ensinaria tanto
Sentiria um misto de paz e espanto
Quando eu recitasse um verso que fiz.

Mas não sou poeta, não tive essa graça
Por mais que eu deseje, o que quer que eu faça
Em versos meus ais, não sei traduzir.

Se eu fosse poeta, essas minhas dores
Eu as curaria com versos de amores
Não sendo poeta, só as sei sentir.

Brás Costa

Parafuso de Cabo de Serrote.

Postado por | Postado em | às 06:40


Uma grande poesia de um grande artista.
Inteligente e exemplo de criatividade na composicao do
texto simples, mas, genial.



Parafuso de Cabo de Serrote

Postado por | Postado em | às 06:37



A mais perfeita descrição de uma bodega do interior nordestino:


Tem uma placa de Fanta encardida
A bodega da rua enladeirada
Meia dúzia de portas arqueadas
E uma grande ingazeira na esquina
A ladeira pra frente se declina
E a calçada vai reta nivelada
Forma palmos de altura de calçada
Que nos dias de feira o bodegueiro
Faz comércio rasteiro e barateiro
Num assoalho de lona amarelada.

Se espalha uma colcha de mangalho:
É cabestro, é cangalha e é peixeira
Urupema, pilão, desnatadeira
Candeeiro, cabaço e armador
Enxadeco, fueiro, e amolador
Alpercata, chicote e landuá
Arataca, bisaco e alguidar
Pé de cabra, chocalho e dobradiça
Se olhar duma vez dá uma doidiça
Que é capaz do matuto se endoidar.

É bodega pequena cor de gis
Sortimento surtindo grande efeito
Meia dúzia de frascos de confeito
Carrossel de açúcar dos guris
Querosene se encontra nos barris
Onde a gata amamenta a gataiada
Sacaria de boca arregaçada
Gargarejo de milhos e farelos
Dois ou três tamboretes em flagelo
Pro conforto de toda freguesada.

No balcão de madeira descascada
Duas torres de vidro são vitrines
A de cá mais parece um magazine
Com perfume e cartelas de Gillete
Brilhantina safada, canivete
Sabonete, batom... tudo entrempado
Filizolla balança bem ao lado
Seus dois pratos com pesos reluzentes
Dá justeza de peso a toda gente
Convencendo o freguês desconfiado.

A Segunda vitrine é de pão doce
É tareco, siquilho e cocorote
Broa, solda, bolacha de pacote
Bolo fofo e jaú esfarofado
Um porrete serrado e lapidado
Faz o peso prum março de papel
Se embrulha de tudo a granel
E por dentro se encontra uma gaveta
Donde desembainha-se a caderneta
Do freguês pagador e mais fiel.

Prateleiras são tábuas enjanbradas
Com um caibro servindo de escora
Tem também não sei qual Nossa Senhora
Com um jarrinho de louça bem do lado
Um trapézio de flandres areados
Um jirau com manteiga de latão
Encostado ao lado do balcão
Um caneiro embicando uma lapada
Passa as costas da mão pelas beiçadas
Se apruma e sai dando trupicão.

Tem cabides de copos pendurados
E um curral de cachaça e de conhaque
Logo ao lado se vê carne de charque
Tira gosto dos goles caneados
Pelotões de garrafas bem fardados
Nas paredes e dentro dos caixotes
Tem rodilha de fumo dando um bote
E um trinchete enfiado num sabão
Bodegueiro despacha a um artesão
Parafuso de cabo de serrote.

(Jessier Quirino)

Um Galope Para o Umbuzeiro

Postado por | Postado em | às 06:36



Frondoso e bonito, o velho umbuzeiro
Que brotou das fendas abertas da terra.
Cresceu num aceiro do pé de uma serra
Passando agruras o tempo inteiro.
Foi ficando forte a cada janeiro,
Mudando a paisagem que tem no lugar.
Felizes daqueles que vem contemplar,
Seu verde, a sombra e sua doçura
O doce da fruta na forma mais pura
Que o puro da brisa que sobra do mar.

(Júnior Guedes)


O Verso - Adalberto de Vital

Postado por | Postado em | às 06:32

https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgkbYY4O_OEREwZ0Q9YHUczHGyDjOUCeMNQbtxBHbNWpL37ROpXNDHrUXZ6Qsj_gUXxki4SkgRBGMNeHkZbC3ohA7gqAogX6m3Vi-RlinYyiQ9miXEQNvu5q5LTCAXybk8wnpxoyIuWejo/s400/O+meu+amor.jpg

Aprendi desenhar por causa dela

O motivo não deve ser contado
O presente faz parte do passado
O que houve entre nós pergunte a ela
Desse filme de amor restou a tela
A paixão transformou-se em crueldade
Com a tinta da sua falsidade
Fiz o rosto daquela que amei
Eu na tela da vida desenhei
Tua face com a tinta da saudade

A distância entre nos me causou dor
Pra mantê-la comigo foi o jeito
Desenhar sua face no meu peito
Pra mostrar que quem manda é o amor
Quando a causa é saudade nem doutor
Medicando dar jeito a enfermidade
Hoje dela não tenho a amizade
Eu não sei se perdi ou se ganhei
Eu na tela da vida desenhei
Tua face com a tinta da saudade

Adalberto de Vital.