Tens a face de um ser celestialDesenhada das mãos do pai celestePra enfeitar este mundo, tu viestebem na forma de um ser angelicalTens o cheiro do orvalho matinalQuando junta com as gotas do serenoDesenhada num molde lindo e plenoParecendo um enfeite de natalDoce anjo que enrosca o meu pensarTão sensível que chego a imaginarPois amar-te de mais, também condizMas não sei se mereço isso que vejoOu talvez permaneça neste ensejoDe amar-te e fazer-te então feliz.-Henrique Brandão-
Serra Talhada
Certa vez José Javas pediu para Jeverson glosar este mote:
Me fere mais que navalha afiada
A saudade presente no meu peito
ele disse:
Ela foi, São Paulo sendo destinoMe deixando chorando de saudadeEu não sei se isso é uma maldadeMaltratar o coração d'um meninoDo rumo da vida perdi o pinoEsquecer, eu tentei mas não tem jeitoJá não sei se isso em mim é um defeitoChamar essa mulher de minha amadaMe fere mais que navalha afiadaA saudade presente no meu peito(Jeverson Madureira 25/12/2011)
Postado por
Rafael Cordeiro
| Postado em
Notícias
| às
03:52
Maria Dapaz dá entrevista na Jovem Pan AM 620 nesta terça, às 23h55
Por telefone, ao vivo dos estúdios de São Paulo terça-feira, dia 15/05 às 23h55 no programa apresentado por José Luiz Menegatti, para falar do lançamento do CD Vida de Viajante em homenagem ao Centenário Luiz Gonzaga, pela gravadora Atração.
www.mariadapaz.com
ou
www.jovempan.uol.com.br
Vídeo feito para o poema Tão distante Pátria Minha, de minha autoria.
Tenho fome da tua pele virgem
Dos teus segredos quase intocados
Dos ares esquecidos e quentes e gelados
Tenho sede do teu verde
Do teu mar e água marrom
Imagino, tão longe
O canto livre dos teus pássaros livres
Sinto, tão longe
Um raio de sol por entre as sombras das folhas
Flora brasileira
Em gesto de afeto
Abraço a madeira do teu corpo
E com sossego, vem a mim o tempo
Todos os teus séculos já vividos
E todos vindouros até depois de minha morte
Ó pátria
Como o pé difere dos olhos
Como pasmo com o sul e o norte
Vivo embaixo do teu teto, mãe
E, mesmo assim, permaneço tão distante
Verdade esta de outros filhos teus
Mas eu, teu filho, não perco a mania de sonhar
E quem sabe uma dia, cantemos todos para que o Sol da Liberdade
não seja exclusivo aos anos que se repetem a cada quatro
Quando chuteiras são amarradas
E milhões transpiram diante da TV.
Eu, filho teu, que em testemunho
Escrevo estes versos
Pelo amor que emano
Pela admiração de cada gota
Do suor e da chuva
Dos dias de quem luta
Pelo orgulho de ser brasileiro
Alexandre Crof

Se eu fosse poeta, seria feliz
Não teria vergonha de mostrar meu pranto
E saberia transformar em canto
As palavras-dores que meu peito diz.
Se eu fosse poeta, seria aprendiz
E quando aprendesse ensinaria tanto
Sentiria um misto de paz e espanto
Quando eu recitasse um verso que fiz.
Mas não sou poeta, não tive essa graça
Por mais que eu deseje, o que quer que eu faça
Em versos meus ais, não sei traduzir.
Se eu fosse poeta, essas minhas dores
Eu as curaria com versos de amores
Não sendo poeta, só as sei sentir.
Brás Costa
Postado por
Rafael Cordeiro
| Postado em
Vídeos
| às
06:40
Uma grande poesia de um grande artista.
Inteligente e exemplo de criatividade na composicao do
texto simples, mas, genial.

Aprendi desenhar por causa dela
O motivo não deve ser contado
O presente faz parte do passado
O que houve entre nós pergunte a ela
Desse filme de amor restou a tela
A paixão transformou-se em crueldade
Com a tinta da sua falsidade
Fiz o rosto daquela que amei
Eu na tela da vida desenhei
Tua face com a tinta da saudade
A distância entre nos me causou dor
Pra mantê-la comigo foi o jeito
Desenhar sua face no meu peito
Pra mostrar que quem manda é o amor
Quando a causa é saudade nem doutor
Medicando dar jeito a enfermidade
Hoje dela não tenho a amizade
Eu não sei se perdi ou se ganhei
Eu na tela da vida desenhei
Tua face com a tinta da saudade
Adalberto de Vital.